quinta-feira, 28 de março de 2013
Eu
Quando eu realmente for eu, serei tudo o que eu quiser. Política, militante, vagabunda e dançarina. Com ar de boêmia, em bares, buscando novos lares e dispensando amores em esquinas. Sentirei saudade e mais, sentirei conforto em só ser. Cantora, mentora, atriz e à toa. Serei eu e nós ao mesmo tempo, serei o mundo, serei um Deus no templo, serei imcompleta e serei eterno contento. Marinheira, melindrosa, maconheira. Serei sereia. Quando eu realmente for eu, serei tudo o que me der na telha. Serei amante, serei a única e serei a primeira. Vou me descobrir, descobrir minha cara metade e minha mente inteira. Quando eu realmente for eu, serei eternamente eu mesma. Em outros planos, em outras fases, em outras areias. Revolucionária, adorávelmente literária, serei bispo e bibliotecária. Vendedora e verdadeira. Serei tudo e nada no momento que eu queira. Quando eu realmente for eu, serei de todos os jeitos e serei eu mesma em todas as minhas maneiras.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Minha cara
esse barato da cara idade
me fez não querer mais caras
nem caridade
não quero sua pena
nem que não valha a pena
esperar até a idade
que minha cara volte
e fuja daquela cidade
não quero caridade
quero um pouco de amor
e pitada de amizade
pois, veja bem, minha cara
eu estou aqui
livre pra ti
num aluguel barato
numa mesa sem pratos
num amor caro
raro
não quero caridade
quero rancor pela metade
e romance por inteiro
quero agora
o seu valor primeiro
não quero caridade
minha cara
é você
a metade,
cara.
me fez não querer mais caras
nem caridade
não quero sua pena
nem que não valha a pena
esperar até a idade
que minha cara volte
e fuja daquela cidade
não quero caridade
quero um pouco de amor
e pitada de amizade
pois, veja bem, minha cara
eu estou aqui
livre pra ti
num aluguel barato
numa mesa sem pratos
num amor caro
raro
não quero caridade
quero rancor pela metade
e romance por inteiro
quero agora
o seu valor primeiro
não quero caridade
minha cara
é você
a metade,
cara.
terça-feira, 12 de março de 2013
Por onde?
quando me vejo assim, ansiosa
meu corpo treme
pedindo samba
bambolê me encanta
e gira, junto com meus pensamentos
ah, eu fico atenta
a todos os movimentos
a todos os sons do telefone
mas ele nem se toca
e eu nem ligo
eu ouço Ben Jor sem parar
eu fuço suas fotos
e logo nasce um sorriso
quase escondido, ele vem
naquele breve momento de planos
ele vem me cobrando
cadê o motivo?
cadê o menino?
ah, você vai ver..
até eu quero saber
por onde corres
por onde voas
por onde anda você?
meu corpo treme
pedindo samba
bambolê me encanta
e gira, junto com meus pensamentos
ah, eu fico atenta
a todos os movimentos
a todos os sons do telefone
mas ele nem se toca
e eu nem ligo
eu ouço Ben Jor sem parar
eu fuço suas fotos
e logo nasce um sorriso
quase escondido, ele vem
naquele breve momento de planos
ele vem me cobrando
cadê o motivo?
cadê o menino?
ah, você vai ver..
até eu quero saber
por onde corres
por onde voas
por onde anda você?
Labirinto
nos labirintos do nosso abraço
eu me encaixo, enfim
mas não é porque me achei em você
que por algum atalho
vou me perder de mim
eu me encaixo, enfim
mas não é porque me achei em você
que por algum atalho
vou me perder de mim
Tudo ou nada
Sou tudo
E nunca serei nada
Posso não querer nada
Mas faço parte do mundo
Logo, sou tudo,
e mais um pouco
Do pouco que tenho,
quero mais na madrugada
Momento que eu decido
Se sou tudo ou nada
E nunca serei nada
Posso não querer nada
Mas faço parte do mundo
Logo, sou tudo,
e mais um pouco
Do pouco que tenho,
quero mais na madrugada
Momento que eu decido
Se sou tudo ou nada
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Só lhe dão
soluço de choro
se prende nas horas
sorriso de longe
se perdem agora
sombria me invade
escuro na cama
solitude se deita
se exibe profana
sozinha me exibo
para o reflexo do espelho
sóbria me encaro
deslumbre de um raro
sentimento de freio
eu paro
e me preparo para um golpe certeiro
me rasga em peçados
me acerta em cheio
vazio contido
preenchendo meu peito
se prende nas horas
sorriso de longe
se perdem agora
sombria me invade
escuro na cama
solitude se deita
se exibe profana
sozinha me exibo
para o reflexo do espelho
sóbria me encaro
deslumbre de um raro
sentimento de freio
eu paro
e me preparo para um golpe certeiro
me rasga em peçados
me acerta em cheio
vazio contido
preenchendo meu peito
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Quero ver o mar
feminina
onda de pensamento
determina
o começo do nosso momento
maresia
em outra versão te alcançou
enxágue
já que os olhos, já que o coração secou
me seca
depois de me molhar na chuva
encharca-me
com uma tsunami de alegria
navegarei em ti
quem dera
deter essa tempestade
tandera
os olhos ardem de saudade
ah, quem espera
a maré baixar de mansinho
e como quem não quer nada
diz que quer tudo
e mais um pouquinho
praia, sol, salga o suor
afago marítimo
que com esse rítimo
vai se apaixonar
ah, eu quero ver o mar...
onda de pensamento
determina
o começo do nosso momento
maresia
em outra versão te alcançou
enxágue
já que os olhos, já que o coração secou
me seca
depois de me molhar na chuva
encharca-me
com uma tsunami de alegria
navegarei em ti
quem dera
deter essa tempestade
tandera
os olhos ardem de saudade
ah, quem espera
a maré baixar de mansinho
e como quem não quer nada
diz que quer tudo
e mais um pouquinho
praia, sol, salga o suor
afago marítimo
que com esse rítimo
vai se apaixonar
ah, eu quero ver o mar...
Assinar:
Postagens (Atom)