quinta-feira, 4 de julho de 2013

Eu juro

eu mudo teu mundo
te deixo cega de amor
e fico mudo
quando o grito falar mais alto
eu baixo a bola
eu juro

contando meus vinténs
pulando muros
as barreiras são nada
quando no escuro
vejo a luz do trem
pra Buenos ou Belém
eu juro

e se demorar, sedex 10
e se for amor, outros 500
e se for bodas, 25
e se for nós, infinito
eu juro

terça-feira, 2 de julho de 2013

Venha, virgo

venha, virgo
desvirginar nossa essência
sem piadas clichês
sobre imens
sobre homens chatos
sobre o que passa na tevê

venha, virgo
entre bosques e buscas
praias entre nós
nos guiam
no seu futuro fusca
jura?

venha, virgo
mesmo que não venha
verá o sol de verão
mesmo que aqui esteja frio
lembrarás
daquele velho leão

venha, virgo.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Esquina

A paixão foi ver se eu tava na esquina
não achou
Encontrou outro alguém para minha surpresa
se casou
Foi um tal de Zé Ninguém 
se vingou
Agora sinto saudade de apaixonar
já passou

Quem?

Quem mexeu no meu queijo?
Quem me tirou do eixo?
Quem me achou sem achar?
E quer se perder ao me encontrar?
Quem pagará as milhas?
Quem apagará a chama?
Quem vai fazer a cama?
Quem mexeu comigo sem engano?
Quem vai preparar o nosso banho?

domingo, 30 de junho de 2013

Tamires

Tamires, origem hebraica
Palmeira
Paula, do latim
Pequenina, delicada
E é
E como é
delicada em sua força
raízes plantou
em pensamentos
brotou
Rua das Palmeiras em Joinville
despertam raios solares em espírito
Santo, seria em casar-me
com o caso
ou o grande acaso da
Pequenina, delicada
que diz tanto
sobre distância
e nada diz ao mesmo tempo
Tamires..

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Lata-vira

o cão ladra
pegadas em gatas
apegadas na lata
virando noites
virando às latas
aquecendo-as
vira-lata que pixa paixões
late em cima do muro
latente
na calada em silêncio
atraente
miados atrái
enquanto se distrái
a gata passou
e com a lata deixou
uma marca no poste
pixou uma paixão
pelo mascote:
cachorro da sorte

domingo, 23 de junho de 2013

Inverno

Eu vejo o frio no espelho, ele me conduz a uma lágrima sólida, sem líquidos. Eu tive que lidar com muitos conflitos e sem achar problema eu encarei, achei lindo o modo de te perder assim, pois pude aprender. Aprendi a ser mais humana, mais amor, mais do que nós fomos um dia. Teu último ano de verão foi bem devorado, o nosso inverno sofrido mas ainda assim consagrado. Eu via glória em te sustentar e via o retorno trazer-me o transtorno de nunca te deixar. E assim aconteceu  em verso, o reverso me dominou me de deixou inversa a todos os segundos que corriam. Tudo agora flutuava. O frio me congelada menos que o calor, que me lembrava as ondas que nos devoravam na Praia Mole. Se a vida não fosse tão dura, se nosso frio fosse menos saudoso você teria ficado.

Eu não entendo de reflexo humano, eu não entendo de partida.
Eu não entendo de estações, estou aprendendo sobre sensações.
Eu não entendo de morte e ela também nunca entendera sobre vida.