aquele ato
que constantemente tenho
de querer amar
fiquei fora de mim
e quase em ti entrei
a onda bateu forte nas pedras
e de tanto bater, conseguiu
sensatez
ainda é cedo, amor
mas sei que um minuto vale ouro
outro romance eu recusaria
mas te olhando assim de canto dá sede
uma vontade de não me render a mais nenhum encanto
por isso naturalmente espero
ansiosamente enxergo
o esforço de segurar o pranto
só de pensar em esquecer
alegria faz-se espanto
a onda vai
outra onda vem
e quando penso que nessa posso nadar
e outro alguém pode me salvar
nada mais convém
condiz com o que solitude expressa
não há tic nem tac que te faça ir mais depressa
assim invento um tempo só meu
autonomia de viver
relógio adiantado
que precisou do meu afago pra mostrar-se inteiramente teu
Nenhum comentário:
Postar um comentário