Quando eu acho uma vaga
fico assim, na tocaia
Se te toco, vagamente,
faíscas se espalham
altruísta
quase um turista nesse vagão
Tão sólido que me estendeu a mão
e disse pra não reparar tanto nesse sentimento
que por mais que vagaroso, por menos corajoso
disse que ia ficar
E ficou
E tic-tac não curou
e está
Tão real quanto o ponteiro
Tão rápido quanto este vagão
que por mais e por menos
atende por: coração
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
domingo, 2 de outubro de 2011
3 años
Tanto que durou
que por aqui ainda está
por não dizer sim, por não dizer não
Ficou um gosto amargo, do futuro que é o passado
a resposta incerta perpétua na sala de estar
Tanto está que ficou
um tanto quanto medo
De um tanto um desejo
do teu beijo fruta cor
do seu instinto beija flor
Tanto é que já vôou
e partiu
para a cidade fria
para ver a sangria
e partir
meu empedrado coração
e partiu.
que por aqui ainda está
por não dizer sim, por não dizer não
Ficou um gosto amargo, do futuro que é o passado
a resposta incerta perpétua na sala de estar
Tanto está que ficou
um tanto quanto medo
De um tanto um desejo
do teu beijo fruta cor
do seu instinto beija flor
Tanto é que já vôou
e partiu
para a cidade fria
para ver a sangria
e partir
meu empedrado coração
e partiu.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Fera ferida
Do que seria esse título?
O que você acha cópia?
Um adeus calado, mentido
metido a sabichão
Pensou que meus versos fossem pra ti
ego centro
No mundo há só um núcleo
e acredite, ele não tem seu nome
Fera ferida, tu és meu ascendente
e nem por isso tu me acende
a sentir aquela chama
E pensa que me engana tratando-me assim
sem gosto
Desgosto é te achar sem sal
até que tens tuas gírias
e carícias típicas de um índio lutador
Mas não me conquista
quando domina seu congar
preserva o que me reserva de ti
volte pra sua tribo nas montanhas
e faça-o de altar.
O que você acha cópia?
Um adeus calado, mentido
metido a sabichão
Pensou que meus versos fossem pra ti
ego centro
No mundo há só um núcleo
e acredite, ele não tem seu nome
Fera ferida, tu és meu ascendente
e nem por isso tu me acende
a sentir aquela chama
E pensa que me engana tratando-me assim
sem gosto
Desgosto é te achar sem sal
até que tens tuas gírias
e carícias típicas de um índio lutador
Mas não me conquista
quando domina seu congar
preserva o que me reserva de ti
volte pra sua tribo nas montanhas
e faça-o de altar.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Terei
O que, ainda não sei
uma história longa de amor
Ou um curta sobre nada
sobre tudo, sobreposto
Do que sei, são palavras
do que não sei? tudo
e ainda assim quero tudo
esse tudo que ainda não evolui
Não condiz com o que quero sentir
mas conduz com qualquer conduta não seguida antes
Não medida como um corpo
não obedecida como um flerte
não tratada como um bilhete
de adeus
ou uma carta de boas vindas
Que venha, pois uma resenha
ou um conto
eu encanto se quiser ficar
E farei do céu
sua sala de estar.
uma história longa de amor
Ou um curta sobre nada
sobre tudo, sobreposto
Do que sei, são palavras
do que não sei? tudo
e ainda assim quero tudo
esse tudo que ainda não evolui
Não condiz com o que quero sentir
mas conduz com qualquer conduta não seguida antes
Não medida como um corpo
não obedecida como um flerte
não tratada como um bilhete
de adeus
ou uma carta de boas vindas
Que venha, pois uma resenha
ou um conto
eu encanto se quiser ficar
E farei do céu
sua sala de estar.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Romance
Quis fazê-lo assim
sem dó de assassinar
minha brutalidade
enfrente ao ato constante
de não saber amar
Quis fazê-lo assim
sem inspiração
tanto que tornou-se comédia
logo depois do surto
forte impulso que cortei
de supetão
Quis mantê-lo enfim
trancado no peito
antes que o breve suspeito
chegue e me arraste
Na ala dos perdidos
nesse carnaval antigo
confetes declaram o antigo amigo
em grave tom, engravidou
Quis mantê-lo assim, criança
sem amadurecer um afago
sem dar esperança
Porque romance é assim,
inexistente, quando se vê
de repente, sem um par
Quis tanto te ter
só pra ter um romance
Mas sabe-se, que quem tanto quer
acaba conseguindo
Espero que seja,
assim,
inesperado e gradual
um romântico boêmio e carnal
que me traga flores de plástico
para fazer do romance
um lance perpetual.
sem dó de assassinar
minha brutalidade
enfrente ao ato constante
de não saber amar
Quis fazê-lo assim
sem inspiração
tanto que tornou-se comédia
logo depois do surto
forte impulso que cortei
de supetão
Quis mantê-lo enfim
trancado no peito
antes que o breve suspeito
chegue e me arraste
Na ala dos perdidos
nesse carnaval antigo
confetes declaram o antigo amigo
em grave tom, engravidou
Quis mantê-lo assim, criança
sem amadurecer um afago
sem dar esperança
Porque romance é assim,
inexistente, quando se vê
de repente, sem um par
Quis tanto te ter
só pra ter um romance
Mas sabe-se, que quem tanto quer
acaba conseguindo
Espero que seja,
assim,
inesperado e gradual
um romântico boêmio e carnal
que me traga flores de plástico
para fazer do romance
um lance perpetual.
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