terça-feira, 26 de julho de 2011

Romance

Quis fazê-lo assim
sem dó de assassinar
minha brutalidade
enfrente ao ato constante
de não saber amar

Quis fazê-lo assim
sem inspiração
tanto que tornou-se comédia
logo depois do surto
forte impulso que cortei
de supetão

Quis mantê-lo enfim
trancado no peito
antes que o breve suspeito
chegue e me arraste
Na ala dos perdidos
nesse carnaval antigo
confetes declaram o antigo amigo
em grave tom, engravidou

Quis mantê-lo assim, criança
sem amadurecer um afago
sem dar esperança
Porque romance é assim,
inexistente, quando se vê
de repente, sem um par

Quis tanto te ter
só pra ter um romance
Mas sabe-se, que quem tanto quer
acaba conseguindo
Espero que seja,
assim,
inesperado e gradual
um romântico boêmio e carnal
que me traga flores de plástico
para fazer do romance
um lance perpetual.

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