Eu vou praí te ver, moreno
espere que já eu chego
Pra matar aquele tempo
que na ausência do seu templo
rezei lares e altares
Naveguei mares e morri na praia
como quem desiste de tentar a sorte
como quem resiste em ser forte
e finge não ver a tocaia
Nas trilhas senti medo, meu bem
mas isso faz parte também
da dor que é contar o ponteiro
relógio certeiro que te tirou de mim
Eu vou praí te ver, moreno
e mesmo que as portas se fechem
eu estarei na rua
Espero que não da amargura
e sim na doçura de te ver mais perto
Esperto serias tu, moreno
ao correr e me abraçar
Deixar que o afago seja alto
Assim como no altar
Eu vou praí te ver, moreno
mesmo que o mar esteja revolto
e que o extremo sul não tenha porto
ausente de ti não hei de ficar
Nenhum comentário:
Postar um comentário