sábado, 9 de julho de 2011

Inspira, respira

Não te ter me inspira
a viver mais um pouquinho
o desprazer de esperar
o ponteiro descontrolado que insiste em girar
afogando minhas máguas em segundos

Antes que terceiros venham falar
sobre onde e com quem ele está
eu me adianto, no relógio insuportável que é meu coração
Me fazendo parar, quanto te vejo
quando não te tenho

Quando a lua arde no céu
me fazendo olhar pro lado e rir
Da ausência incrédula que me faz
do riso que eu não lembro, mas ainda sim me satisfaz
e crente que isso um dia vai vingar

Crente que como o sol que brilha quente
vai apagar
Então, isso significa, descrente da verdade

Arde lá, sem me marcar aqui, na pele
pois a epiderme precisa de um ar
Um que sufoque menos que esse
algum que me dê interesse
de querer estar feliz e ainda assim
conseguir me inspirar.

Respire, te tire
desse ar
que inspira
perto de mim.

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