Eu falo azul
você sangra vermelho
Peço um segredo impuro
e você me presenteia com um espelho
Achando que eu só penso em estar só
entendendo só ao seu modo o diálogo de nós dois
Sendo que torna-se monólogo, logo depois
que você conta com orgulho, todos os mergulhos
Naquela praia, que nem nadei
Naqueles momentos em que pensei
que você me entenderia
e acalmaria
Mas não, surtou
num momento em que achei que você era professor
Me chamando de criança, criando caso
E eu abafando o som do meu choro
que antes fosse de alegria
Era agora de paixão
Em uma relação que nem existiu
num beijo dado que nunca fluiu
Naquela porta aberta que eu deixei
pra você me ver deitada
E me viu
com sono, te esperando
e quase clamando por sossego
Mas antes que pudesse me dar um beijo
e me fazer sentir estranha
Você pegou suas trouxas
e me deixou assim, feito trouxa
ao ir pro alto de sua montanha.
Nenhum comentário:
Postar um comentário