terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Semelhança
Depois de usar várias palavras repetidas, profundamente sentidas, algumas mortas, outras ainda muito vívidas, eu pude perceber que sim, eu posso te marcar com a minha escrita. Ela, no momento, está sendo quase que uma viagem ao México, uma viagem de um tóxico, uma caminhada a la havaianas. Um desabafo da minha alma um pouco caçoada, adormecida por acontecimentos dramáticos e de uma forma tão mutantes. Tudo está se transformando como um lixo se degradando no chão da praça. A palavra é de graça, mas o valor é impagável. Uma despedida eterna te faz querer aproveitar tudo mais intensamente. Apertar um botão, um novo corte de cabelo, uma paixão confusa, um abraço em algum melhor amigo distante. Agora é tudo tão perto, tão raro e extinto que chega a ser constante. É como avistar um jaguar em meio avenida João Colin. É como querer ter uma horta e revitalizar um jardim. Beijar a flor, ter dois filhos, todos esses gestos e micro ilusões de sensações igualam-se a semelhança do momento em que te tive de algum modo junto a mim.
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